Mostrando postagens com marcador revolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador revolução. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Aldo Rebelo: Os 60 anos da revolução chinesa

Artigo publicado na edição do dia 30 do jornal Folha de S. Paulo

A China celebra amanhã, 1º de outubro, os 60 anos da revolução que mudou a história dessa grande nação asiática e influencia de forma decisiva as estratégias geopolíticas e econômicas da atualidade.

Hoje, a contribuição da China para o crescimento mundial é superior à dos EUA e sua economia é considerada mais aberta que a do Japão pelos padrões internacionais. E, se podemos dizer que a China de economia agrária corresponde a um país de passado remoto, vale dizer também que a China dos produtos de baixo valor agregado já pertence ao passado recente, uma vez que se amplia a presença de mercadorias de alta tecnologia na pauta de exportações chinesas.

O Brasil restabeleceu relações diplomáticas com a China em 1975. A aproximação entre os dois países foi intensificada nos governos dos presidentes Fernando Henrique e Lula.

Hoje, a China é o principal destino das exportações brasileiras, superando os EUA, e os dois países fabricam juntos satélites e aviões. A ausência de “contenciosos históricos”, como disse o presidente Lula, permite ampla área de cooperação entre as duas nações, da economia à diplomacia.

O que chama a atenção na revolução chinesa de 1949 é o fato de a construção da nova China ter se dado sobre base econômica extremamente atrasada, o que tornou desafios e conquistas ainda mais surpreendentes. Nos anos que precederam a conquista do poder pelo Partido Comunista, a atividade industrial moderna representava 10% da produção nacional, contra 90% da agricultura e da indústria artesanal. Era uma base “pobre e inexpressiva”, como costumam definir os próprios chineses.

A reforma agrária posta em marcha pelo governo revolucionário golpeou a estrutura feudal e dos senhores da guerra e liberou a força produtiva de 300 milhões de camponeses, que puderam ter acesso à terra e dedicar-se com entusiasmo à produção.

O Estado aboliu oficialmente atividades consideradas degradantes, como a dos eunucos e a das concubinas, e desenvolveu campanha contra o comércio e o uso do ópio. Em 1952, a produção industrial chinesa já havia aumentado 77,6% em relação a 1949, ano da revolução. Os salários dos trabalhadores tiveram ganho de 70%, e a renda dos agricultores, um aumento de 30% em relação ao período anterior.

A partir daí, a China conheceu uma fase de turbulências marcada por dois movimentos: o primeiro, o Grande Salto à Frente, de caráter voluntarista, buscava alcançar resultados econômicos acima das possibilidades reais e das condições do país. A economia chinesa declinou rapidamente por três anos consecutivos, e o povo viu-se ante grandes dificuldades.

O segundo equívoco recebeu o nome de Grande Revolução Cultural. De traço subjetivista, afetou seriamente o entusiasmo popular na construção nacional, prejudicou a democracia socialista e o equilíbrio da vida social e política. Após dez anos da Revolução Cultural, a economia chinesa estava, em 1976, à beira do colapso. Vistos em perspectiva, esses 60 anos da nova China podem ser divididos em duas grandes etapas.

A que vai de 1949 a 1978, de refundação do Estado e consolidação da independência nacional, de superação do atraso econômico e social e da construção da unidade do povo e do país. Um período muito difícil: tratava-se de modernizar uma sociedade marcada pelo atraso e por desequilíbrios seculares. A grande figura desse período foi o líder maior da transição revolucionária, Mao Tse-tung.

A segunda etapa vai de 1978 aos nossos dias. Período de reformas e abertura. Nessa etapa, a China realizou ampla mudança no campo e nas cidades e nos diferentes setores da economia. Os grandes acontecimentos que marcaram essa fase foram as decisões da terceira sessão plenária do 11º Comitê Central, em 1978, e a fala de Deng Xiaoping aos líderes de Shenzhen, em 1992, quando propôs a busca de um novo caminho do socialismo com características chinesas, a economia socialista de mercado.

Antes de mudar os rumos da China, a direção chinesa mudou o pensamento do Partido Comunista. Adotou como orientação a centralidade da questão nacional, o desenvolvimento da indústria e da agricultura e a elevação do bem-estar do seu povo. O fundamental é a defesa da independência e da unidade da nação e do povo.

É paradoxal que o mais poderoso partido comunista enalteça a unidade do país e do povo, enquanto ONGs e lideranças pretensamente marxistas do Terceiro Mundo valorizam a fragmentação de seus povos a partir da exaltação de subdivisões étnicas e raciais de suas sociedades.

________________________________________

Aldo Rebelo , 53, jornalista, é deputado federal pelo PC do B-SP SP e presidente do Grupo Parlamentar Brasil-China. Foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais (2004), além de ter sido Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE)

foto: www.terra.com.br

sábado, 12 de setembro de 2009

Morreu o Comandante da Revolução Cubana Juan Almeida Bosque


Com profundo pesar, a liderança do Partido e do Estado dizer o nosso povo que o Comandante da Revolução Juan Almeida Bosque, membro do Politburo e vice-presidente do Conselho de Estado, morreu em Pequim às 11:30 noite passada 11 de Setembro, na sequência de uma paragem cardio-respiratória. Camarada Almeida nasceu na capital, em 17 de Fevereiro de 1927. Em meio às privações de uma casa humilde e muitos, com os pais, como um guia formado nos mais altos valores patrióticos e aprendi na vida em que a luta é a única maneira de os pobres para ganhar seus direitos desviados. Logo que o golpe ocorreu em 1952, entrou para a luta contra a tirania colaborar com o companheiro Fidel. Ele era um trabalhador de pedreiro para o assalto ao quartel Moncada em 1953 eo segundo de doze irmãos que ajudou o pai a sustentar a família grande. Nos 57 anos desde então, o comandante Almeida estava sempre na linha da frente com o Chefe da Revolução, corajoso, determinado e fiel até o fim. Foi a atitude invariável do assaltante do Moncada, o preso político na Ilha de Pinos, o revolucionário exilou no México, a expedição do Granma, onde foi um dos três líderes do pelotão, o dia oficial da fundação do Exército Rebelde, que recebeu duas feridas na batalha de El Uvero; o terceiro comandante guerrilheiro Frente, e líder militar e um líder revolucionário, com inúmeras responsabilidades e de alta, seguindo o sucesso do primeiro de janeiro de 1959. Juntou-se ao Bureau Político do Comitê Central do Partido desde sua fundação em 1965, a responsabilidade pelo que foi ratificado em todos os Congressos. Ele foi eleito deputado à Assembleia Nacional e deputado estadual desde o primeiro mandato do Parlamento. Sua sensibilidade especial humano e artístico feito o possível desafio difícil de combinar seu trabalho forte, responsável e fecunda como um líder revolucionário, com um valioso trabalho de arte e meticuloso, que inclui mais de 300 canções e uma dúzia de livros que constituem uma contribuição inestimável para conhecimento da nossa história. Ele tomou particular amor e compromisso com a tarefa de presidir a Associação dos Combatentes da Revolução Cubana. Ele dedicou suas energias a última a garantir que a organização foi um baluarte forte e eficaz da nação. O nome do comandante da Revolução Juan Almeida Bosque permanecer para sempre nos corações e mentes de seus conterrâneos, como um paradigma para a firmeza revolucionária, convicções fortes, coragem, patriotismo e compromisso com o povo. Por seu mérito muitos, ela recebeu muitos prêmios e encomendas nacionais e internacionais, incluindo o honroso título de Herói da República de Cuba, Máximo Gómez e da Ordem de primeiro grau concedido em 27 de fevereiro de 1998, no aniversário 40 de sua promoção a comandante-em Sierra Maestra. De acordo com seus desejos, os restos do camarada Juan Almeida Bosque não serão expostos. Será enterrado com honras militares em data a ser anunciada mais tarde, no Mausoléu da Frente Oriental III Mario Muñoz Monroy, da qual foi fundador e único chefe, onde os restos mortais dos heróicos combatentes da frente em apuros. No domingo, dia 13, 8-8 que será declarado luto oficial, o nosso povo pode pagar o tributo de apreço e carinho à sua memória, no Memorial José Martí, em Havana, que foi sua terra natal, e em Hall da Vitral na base do monumento a Antonio Maceo, em Santiago de Cuba, a cidade heróica, que ele amava ternamente, onde lutou contra as forças da tirania e mais tarde trabalhou como chefe do partido, como representante do Bureau Político do antiga província de Oriente, e nas capitais de todas as províncias, incluindo a Ilha da Juventude, onde foi preso após o assalto ao quartel Moncada.

Bureau Político do Comité Central do Partido Comunista de Cuba


Fonte: http://www.granma.cu/
Texto traduzido